terça-feira, 27 de julho de 2010

ALGUMAS QUESTÕES DE POESIA II


II

Na 4ª estrofe, há o verso “Faz poesia, e o leitor entende!”. Esta fala debochada critica o escritor que estabelece uma comunicação imediata com o leitor, como se a literatura tivesse que ser necessariamente enigmática. Antes lembremo-nos de que no século XX, todas as artes, e não só a literatura, tiveram como categoria de valor a não compreensão imediata ou até mesmo a incompreensão, isto sem falarmos de arte barroca ou simbolista em séculos anteriores. Não há dúvida de que isto deu margem a axiomas como “Se eu não entendi, o texto é bom.”. Outra vez dizemos que a qualidade de uma obra não reside apenas na facilidade ou dificuldade de sua leitura, embora nós, escritores, leitores e críticos formados no século passado, temos a tendência a apreciar um texto que requer releituras, texto este que pode ter sido escrito em qualquer época.
Para o leitor médio (e muitas vezes para o leitor inexperiente) parece absurdo alguém escrever um texto para não ser compreendido ou para ser compreendido parcialmente ou aos poucos. Isto contraria uma lógica de mercado de uma sociedade que há muito já vive sob o signo da cultura de massa, afinal um texto difícil teoricamente não tem cliente, sendo, portanto, um desperdício de produção.
Neste momento, podemos abordar também a questão do repertório, e esclarecer que o entendimento de um texto depende do repertório do leitor e não só da elaboração mais ou menos hermética do autor. Quanto maior for o repertório do leitor, maior a probabilidade de compreensão. E em textos do século XX que se caracterizam pela intertextualidade (texto que mantém relação com outro texto) e pela paródia (texto crítico que tem outro texto como modelo) o repertório é fundamental. Como apreciar o poema Os sapos, de Manuel Bandeira, sem conhecer os poetas parnasianos? Ou como entender as paródias de Oswald de Andrade e de Murilo Mendes, sem conhecer o modelo original da Canção do Exílio, de Gonçalves Dias?
Este texto Colóquio, por ser metalinguístico, certamente dará mais prazer a escritores e estudiosos de literatura de um modo geral, pois identificam nele várias falas lidas e ouvidas com frequência. Aqui surge, então, outro ponto a ser discutido, o da identificação. Mais facilmente gostamos das obras com as quais nos identificamos. Sabemos com experiência que leitores jovens gostam de personagens jovens ou de livros escritos por jovens, que tenham uma linguagem mais “familiar”. Isto não quer dizer que não possam apreciar outro tipo de literatura.
Cremos que vale a pena chamar atenção para a identificação como fator de compreensão de valorização dos textos e mostrar que muitas vezes ela ocorre sem que tenhamos consciência, independente da idade do leitor. Um poema que fale em Deus agradará mais a um religioso do que a um ateu, por sua temática, não por sua qualidade. Ora, em um primeiro estágio do contato com a poesia (ou com a prosa), normalmente nos interessamos pelas obras por causa da temática ou do gênero. Assim como há quem só leia romance policial, há quem só se interesse por poema de temática amorosa. Como este tema predomina através dos séculos nas diferentes literaturas e nos cancioneiros populares, há até quem, mais ingenuamente, identifique poema e letra de música com texto que fale sobre o amor.

Marcus Vinicius Quiroga

sábado, 24 de julho de 2010

ALGUMAS QUESTÕES DE POESIA


COLÓQUIO


Em certo lugar do país
se reúne a Academia do Poeta Infeliz.

Severos juízes da lira alheia,
sabem falar vazio de boca cheia.

Este não vale. A obra não fica.
Faz sonetos, e metrifica.

E esse aqui o que pretende?
Faz poesia, e o leitor entende!

Aquele jamais atingirá o paraíso.
Seu verso contém blasfêmia e o riso.

Mais de três linhas é grave heresia,
pois há de ser breve a tal poesia.

E o poema, casto e complexo,
não deve exibir cenas de nexo.

Em coro a turma toda rosna
contra a mistura de poesia e prosa.

Cachaça e chalaça, onde se viu?
Poesia é matéria de fino esmeril.

Poesia é coisa pura.
Com prosa ela emperra e não dura.

É como pimenta em doce de castanha.
Agride a vista e queima a entranha.

E em meio a gritos de gênio e de bis
cai no sono e do trono o Poeta Infeliz.

Antonio Carlos Secchin



     Vamos usar o texto Colóquio, de Antonio Carlos Secchin, como motivação para levantarmos algumas questões sobre poesia, sugeridas por seus versos. Primeiramente, cabe reconhecer o tom irônico e crítico do poema que expõe pensamentos diversos e contraditórios, ditos com frequência por escritores, professores e críticos, ou seja, “os juízes da lira alheia’’. O texto adquire para quem conhece a obra poética e a prática de professor de oficina literária de Secchin, que é, além de escritor, também professor de literatura, ensaísta e crítico, uma autoironia, que talvez passe despercebida para outros leitores.
     Na 3ª estrofe, o verso “Faz soneto e metrifica” nos remete, de início, para o uso de forma fixa. No caso, o soneto. Esta forma fixa, composta de dois quartetos e de dois tercetos, foi, sem dúvida, a mais usada durante os períodos dos estilos clássico, barroco, romântico, parnasiano e simbolista. Com o Modernismo de 22, as formas fixas foram postas de lado, mas foram mais tarde resgatadas e o soneto, por exemplo, foi revalorizado pelas mãos de Vinicius de Morais e Carlos Drummond de Andrade, para citarmos poucos.
     De qualquer forma, várias gerações do século XX viram com maus olhos a forma fixa e, em particular, o soneto, talvez tido como ícone máximo de uma literatura já gasta e excessivamente formal, segundo padrões de versificação de séculos anteriores. No Brasil, o soneto parnasiano tornou-se, após a crítica modernista, o exemplo de poesia a não ser seguido. Trata-se, no caso, de texto que cuida mais da rigidez métrica, das rimas ditas ricas e da chave de ouro, em detrimento, muitas vezes, de um conteúdo mais profundo.
     Curiosamente ainda vemos, principalmente em cidades do interior, escritores que se dedicam exclusivamente ao soneto, como nos modelos romântico, parnasiano e simbolista. De fato, não são poucos os poetas que, se encontrando distantes da mídia cosmopolita, ainda rejeitam as “inovações’’ modernistas e seu versilibrismo.
     Aqui vale a pena discutir a questão da contemporaneidade na literatura. Se, por um lado, ainda temos poetas parnasianos fora de época; por outro, também temos escritores e críticos que, por valorizarem, cega e radicalmente, o ser contemporâneo da poesia, não admitem, de forma alguma, a feitura de um soneto, como se sua forma fosse o bastante para desqualificá-lo. Lembremos de que a “chave de ouro”, tão criticada, aparece em muitos poemas de versos livres, mas não em todo soneto.
     Parecem-nos úteis os comentários sobre a forma fixa, além do soneto, como a sextina ou o haicai, e até dar um exemplo. Isto não quer dizer que esperemos que um poeta jovem do século XXI vá escrever éclogas ou madrigais.
     Insistindo na questão da contemporaneidade, acreditamos que ela não se restrinja a uma concepção maniqueísta de formas fixas ou livres, mas que diga respeito à linguagem dos poetas. Pensemos aqui na obra de Paulo Henriques Britto, cuja primeira publicação data de 1989, e veremos que este poeta usa com abundância formas fixas, sem deixar de ser contemporâneo. Como exemplo, temos textos em Trovar claro que são feitos com o uso do linguajar da marginalidade, encaixando a gíria e o universo do banditismo em uma forma fixa.
    Se falamos em forma fixa, somos obrigados a falar em métrica. Na nossa literatura, também foi na década de 20 que a métrica cedeu lugar ao verso livre. E, igualmente como o soneto, ela passou a ser vista como opção poética ultrapassada, o que nos parece um equívoco. Mário de Andrade, em seu Prefácio interessantíssimo, do livro Paulicéia desvairada, faz um soneto, de deboche, para mostrar que, se arte era saber metrificar, ele também sabia. Frases de espírito à parte, elaborar um poema metrificado não é garantia de sua qualidade, tampouco fazer um poema sem métrica. Logo um poema é bem mais que a habilidade e a prática de se fazer um poema com dez sílabas em todos os versos e com as devidas sílabas tônicas, como também é bem mais do que escrever sem métrica.
     Em um poema metrificado, é mais visível (ou melhor, audível) o seu ritmo, mas isto não quer dizer que o poema de verso livre não tenha ritmo. Esta é também uma falha de percepção de quem faz versos livres só por não saber metrificá-los, e não por escolha. Manuel Bandeira, que iniciou usando a métrica e a forma fixa, tornou-se um mestre do verso livre, talvez pelo fato de antes ter usado bastante a métrica. Dizer que um texto é contemporâneo por ter versos livres é o mesmo dizer que sua contemporaneidade se encontra no tema de i-Pods, por exemplo. Afinal, o verso livre em nossa literatura já é um senhor de mais de oitenta anos.
     Mais do que substituir o verso metrificado pelo livre, cremos que a contribuição modernista foi a de nos libertar da obrigatoriedade da métrica e a de relativizar a obediência plena às regras de versificação. Vejamos como João Cabral, um poeta de obra bastante “medida”, usa a métrica sem a rigidez integral, variando o número de sílabas, como ele mesmo diz no poema A Augusto de Campos, do livro Agrestes. Como exercício, para que o aluno perceba melhor o texto metrificado, sugerimos a contagem de silabas de alguns versos, diferençando a contagem gramatical da poética, que para na última sílaba tônica e que se vale de recursos como a sinérese, a elisão, a crase etc Sabemos que estes nomes não são lá muito simpáticos, mas a explicação fará com que percebam que a união de vogais é fácil de ser compreendida, até porque é um fenômeno normal da língua falada.
     Recomendamos aos que querem se dedicar à poesia que, independente da idade, aprendam e pratiquem a metrificação para depois, abandoná-la, se quiserem. Ou, o que é comum com muitos poetas, como é o caso do próprio Antonio Carlos Secchin, autor de Colóquio, alternar versos livres com metrificados, segundo o desejo e a intenção literária.

Marcus Vinicius Quiroga

sexta-feira, 23 de julho de 2010

CLÁUDIO AGUIAR

















SONHO SOLAR


A Miguel Elías Sánchez Sánchez


Eu não conheço o sol,
clarão que humilha e me faz manso.
Só o conheço na sombra
que também mata e inocenta.

No lago interior, alma afogada,
afundei a matéria abismal do choro,
facho imenso entre o dia e a noite.
Oh, escuridão eterna,
quando serei raio
partindo do útero da terra?

Eu não conheço a luz temporal
que anda por sendeiros,
buscando as pisadas das estrelas,
gerando um som que me emudece.

Ainda que o meu tamanho se agigante,
não vejo nada além do infinito.
Talvez me ensine mais o sonho
que me alimenta e logo me destrói:
rotor preciso da imensidão,
refrão nefasto da pequenez humana.

REYNALDO VALINHO ALVAREZ



















A PAZ QUASE IMPOSSÍVEL

Tudo é parede em torno, tudo é nada
e em vão martelo o crânio contra o muro,
os ladrilhos manchados da prisão,
o cárcere maldito, a solitária,
a cela-surda em que não sento ou deito,
mastigando os insetos do meu dia,
a palavra travada, a fala morta
no tubo amordaçado da garganta,
eu, Sísifo rolando a pedra bruta,
eu, Prometeu acorrentado e exposto
ao abutre infernal, eu, navegante
sem bússola ou sextante, remo ou vela,
eu, estrangeiro indesejado, eu, morto,
insistindo no jogo de estar vivo.

DOMÍCIO PROENÇA















O PÁTIO DOS ENFORCADOS



No pátio
jaz
o patíbulo
e a corda.

No ar,
esponjas de fel.

Nas esquinas do tempo
a cal e as cruzes
de sangue
o sal
a mão
do carrasco.

Há ruínas de palácios
e sombras de cicatrizes
e sob o manto de asfalto
fermentam
velhas raízes
adubadas de silêncio
e da palavra
enforcada:

nos labirintos do tempo
treme a flor anunciada
e floresce
no patíbulo
a corda
desabrochada.

Há ruas
loucas de fome
e uma sede de séculos
nessa praça
envergonhada.

SONIA SALES





















SOU APENAS O SILÊNCIO


Sou apenas o silêncio
um momento de enlevo, de almas
que ainda não existem.
Um gesto, um olhar
a arritmia das ondas batendo na praia.
O fluxo da correnteza
arrastando toalhas e cangas, na melancolia
dos sentimentos.
Meus sonhos, na soca do redemoinho
sem volta, pastiche de mim
imitando a realidade.
Minha ansiedade é o tempo, seu brilho
mortal. Do meu corpo
a carência da minha mente,
o relógio de pulso.
Preciso nadar com as marés
esvaziar a ampulheta,
realizar ao que vim
ter coragem, chegar onde vou.

EDIR MEIRELES





















Poema Troncho


Um regurgitar botânico
me induz a uma dedução
apressada

apresada em meu íntimo
como o verniz na matéria
envelhecida

o envilecimento turge o espírito
e decodifica a metafísica
a meta fica desmistificada

e a alma se petrifica
coisificada

a coisa ficada em natura
se fixa e perde a elasticidade
do obtuso pensamento

o passamento é fato do passado
no passadiço do fuso horário
do universo sem hora

senhora dos meus sonhos
a musa rouba-me
o inconsciente

estou ciente de minhas deficiências
e fraquezas de amante
o diamante é mineral bruto
que se faz preciosidade

após ser lapidado
do lápis dado não se muda
o grafite e nem mesmo o traço
por isso o poema troncho - faço.

CLÁUDIO MURILO LEAL


POETA, CANTA

O poema é ócio?
Perdida e puma
Em mar no cio?
Ou será alguma

Flor inodora,
Sonho, fastio?
Ou será agora
A fome e o frio?

Poeta, canta
O estrito mundo
Que te espanta,
Mesmo imundo.

O poema hoje
É guerra e grito.
Prepara na forja
Um canto infinito.



MARCUS VINICIUS QUIROGA











TALVEZ POÉTICA



um poema se faz do que não se sabe,
do que existe e é ainda obscuro;
espécie de sambaqui, reúne as sobras
com feição de incorreto ou de sujo;
seguidamente desce ao fundo
e recolhe todo tipo de matéria submersa,
para depois tirar das palavras brutas
o texto que tantas vezes reescreve.

não se vê de antemão a última forma,
que mesmo ela perdura efêmera;
estas coisas de poesia vão no fluxo,
só vêm à tona na folha de quando em vez;
um dia desaparecem nos olhos
e só servem de papel para reciclagem,
certo que é tanto o custo de se fazer
e o existir tão pouco, tiro na ave.

WALDIR DO VAL











À MEMÓRIA DE GARCIA LORCA


O crime foi em Granada!
Mataram Garcia Lorca!

Vermelhas, papoulas vivas,
de sangue, por sobre o corpo
do poeta. Garcia Lorca,
não morto, apenas repousa
na terra que tanto amou.
Não tem cruzes, não tem lousa,
tem é papoulas de sangue
plantadas sobre o seu corpo!

O crime foi em Granada
que ouviu a voz do poeta
(voz de profeta, melhor).
Na praça, onde a luz punha
fantasmas de luz e sombra,
Garcia Lorca morreu.
Morreu apenas a carne,
que a sua voz ainda vive.

O crime foi em Granada!
Mataram Garcia Lorca!

O corpo foi sepultado
num trigal. Mas, sobre a terra
que cobre o corpo do poeta,
os lavradores plantaram
um canteiro de papoulas.
Papoulas vivas, de sangue...
Lembrança do crime horrendo
de fuzilar um poeta!

O crime foi em Grnada!
Mataram Garcia Lorca!

Porém, a sua poesia
ninguém pode assassinar!
Poetas e camponeses
do mundo inteiro, plantemos
nossas papoulas vermelhas
sobre o túmulo do poeta...
que elas serão, contra o crime,
nosso protesto de sangue.


O crime foi em Granada!
Mataram Garcia Lorca!

GILBERTO MENDONÇA TELES
























45

A Domingos Carvalho da Silva


Sou da geração
de quarenta e cinco
ou tenho na mão
a porta sem trinco?

(Nem sei quantas são
as telhas de zinco
que cobrem meu chão
de quarenta e cinco.)

Semeei meu grão?
fui ao fim do afinco?
pesquei a paixão
de quarenta e cinco?

Tudo é sim e não
em quarenta e cinco.
E a melhor lição
forma sempre um vinco

de interrogação
no tempo, onde brinco
procurando um vão
entre o 4 e o 5.

STELLA LEONARDOS




















ESPELHOS



.. "Sigamos, primeiro, as próprias indicações
de Bretas: o Aleijadinho, diz-nos ele, sofreu
complicações d'humor gallico com escorbuto".
                                               Germain Bazin



É mancha de tinta
ou pele manchada?
É poeira em camada
ou pele que escama?

É pingo de roxo
ou sangue pisado?
É raiva de um rosto
ou um rictus de máscara?

É imagem disforme
ou espelho infamante?
É mais que grotesco:
é face de drama.

É o trágico doendo:
um monstro se olhando.
Abaixo o que espelha!
Cristal, água, lâmina.

PROGRAMAÇÃO CULTURAL DO 2º SEMESTRE

Academia Carioca de Letras


PROGRAMAÇÃO CULTURAL
Ciclo de conferências de julho a setembro de 2010
Coordenação: Stella Leonardos

JULHO
Dia 26 (2ª feira) – “A traição de Nabuco”
Conferencista: JOSÉ ARTHUR RIOS


AGOSTO

Dia 02 (2ª feira) – “O estilo literário de Joaquim Nabuco”
Conferencista: CLÁUDIO MURILO LEAL

Dia 09 (2ª feira) – “Entre Faulkner e Lins do Rego”
Conferencista: MELISSA MELLO E SOUZA

Dia 16 (2ª feira) – “Notícias do caso Dreyfus”
Conferencista: BRÁULIO MACIEL

Dia 23 (2ª feira) – “O mito do espelho: da mitologia grega a Guimarães Rosa”
Conferencista: MÁRIO MOREYRA

Dia 26 (excepcionalmente 5ª feira) – Homenagem aos escritores de Goiás
Conferencista: MIGUEL JORGE

Dia 30 (2ª feira) – “O narciso de cristal na poesia de Cecília”
Conferencista: MIRIAM DE CARVALHO

SETEMBRO
Dia 13 (2ª feira) – “A filosofia de Boécio”
Conferencista: OMAR DA ROSA SANTOS

Dia 20 (2ª feira) – “A poética de Ferreira Gullar: homenagem aos 80 anos”
Conferencista: MARCUS VINICIUS QUIROGA

Dia 27 (2ª feira) – “O monóculo & o calidoscópio – Gilberto Freyre, escritor”
Conferencista: CLÁUDIO AGUIAR


ENTRADA FRANCA
Horário: às 17:30h
Local: Salão Nobre da Academia Carioca de Letras
Rua Teixeira de Freitas, 5 – 3o andar – Lapa, Rio de Janeiro, RJ
Informações: 2224-3139