sexta-feira, 23 de julho de 2010

CLÁUDIO MURILO LEAL


POETA, CANTA

O poema é ócio?
Perdida e puma
Em mar no cio?
Ou será alguma

Flor inodora,
Sonho, fastio?
Ou será agora
A fome e o frio?

Poeta, canta
O estrito mundo
Que te espanta,
Mesmo imundo.

O poema hoje
É guerra e grito.
Prepara na forja
Um canto infinito.



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