sexta-feira, 23 de julho de 2010
EDIR MEIRELES
Poema Troncho
Um regurgitar botânico
me induz a uma dedução
apressada
apresada em meu íntimo
como o verniz na matéria
envelhecida
o envilecimento turge o espírito
e decodifica a metafísica
a meta fica desmistificada
e a alma se petrifica
coisificada
a coisa ficada em natura
se fixa e perde a elasticidade
do obtuso pensamento
o passamento é fato do passado
no passadiço do fuso horário
do universo sem hora
senhora dos meus sonhos
a musa rouba-me
o inconsciente
estou ciente de minhas deficiências
e fraquezas de amante
o diamante é mineral bruto
que se faz preciosidade
após ser lapidado
do lápis dado não se muda
o grafite e nem mesmo o traço
por isso o poema troncho - faço.
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